Testemunho Voluntária Nacional – CES 25/26

Testemunho Pessoal - Mariana

“Quando surgiram as oportunidades do Corpo Europeu, podia ter optado por ir para o estrangeiro e realizar um projeto fora. No entanto, decidi ficar um ano em Portugal e atuar na minha própria terra, por acreditar que era aqui que fazia mais sentido estar. Muitas vezes pensamos que, para fazer a diferença, temos de ir para longe, mas o verdadeiro serviço e o impacto começam mesmo à porta de nossa casa.

Na Nó Górdio encontrei um espaço de liberdade, confiança e aprendizagem, onde me permitiram ser eu mesma, explorar a minha criatividade e ter autonomia para desenvolver os meus próprios projetos, como o documentário Voices of Solidarity. Tive também a oportunidade de aprender e trabalhar lado a lado com profissionais extraordinários, que me transmitiram conhecimentos, ferramentas e, acima de tudo, a confiança necessária para transformar ideias em ação.
Pelo caminho, cruzei-me com pessoas fantásticas que mudaram verdadeiramente a minha vida. E acredito profundamente que, através do voluntariado que realizei, também impactei a vida de alguém – ou, pelo menos, ajudei a dar voz a quem tantas vezes não tem palco para se fazer ouvir.

Mas o impacto deste percurso não terminou com o fim do meu voluntariado. Pelo contrário, foi precisamente aí que começou uma nova etapa. Durante esta experiência, adquiri conhecimentos, competências e uma consciência muito maior do poder da participação juvenil e do voluntariado. Tudo isso contribuiu para que, juntamente com um grupo de amigos – entre os quais alguém que viveu, em simultâneo comigo, uma experiência do CES noutra Associação -, decidíssemos criar a nossa própria associação juvenil de voluntariado. Hoje, aquilo que começou por ser uma experiência individual de aprendizagem transformou-se numa missão coletiva: criar oportunidades para que mais jovens possam participar, envolver-se nas suas comunidades e descobrir o seu próprio potencial de transformação.

É talvez esta a maior prova do impacto do CES: perceber que a experiência não termina quando acaba o projeto, porque aquilo que aprendemos continua a multiplicar-se nas iniciativas que criamos, nas pessoas que mobilizamos e nas comunidades que ajudamos a transformar.

Este voluntariado foi um caminho único de autoconhecimento que mudou radicalmente o meu percurso. Hoje, estou a trilhar um caminho universitário na área da Educação Social, onde pretendo dedicar a minha vida a contribuir para a transformação da vida de outras pessoas. Mais do que uma experiência de voluntariado, o CES ajudou-se a descobrir uma vocação, a construir uma missão e a perceber que não precisamos de esperar por grandes oportunidades para fazer a diferença: podemos começar com aquiloq eu temos, onde estamos e com as pessoas que nos rodeiam.

Fui voluntária durante um ano, mas levo comigo uma missão para a vida. E hoje, através da Associação que ajudei a criar, essa missão continua a crescer, mobilizar jovens e gerar novas oportunidades de participação e solidariedade.”