Youth Exchange em Viena, Áustria | ECAPT – Os testemunhos

 

[Daniela Oliveira]

Se tivesse de resumir esta experiência numa palavra, escolheria crescimento. Quando cheguei, sabia que ia ser algo especial, mas não imaginava o quanto me ia marcar. No início senti-me um pouco insegura, principalmente por causa do inglês, porque não é o meu ponto forte. Tinha receio de não conseguir comunicar bem ou de não me fazer entender.Ao longo dos dias fui ganhando confiança. Mesmo cometendo erros, percebi que o mais importante era tentar e participar. Falar inglês diariamente ajudou-me a perder a vergonha e a sentir-me mais capaz de comunicar com pessoas de diferentes países. As atividades foram muito dinâmicas e fizeram-me refletir bastante. Houve momentos divertidos, mas também momentos mais sérios que me ajudaram a desenvolver empatia e consciência sobre estas questões. O grupo foi, sem dúvida, uma das melhores partes da experiência. Criei amizades muito bonitas e adorei conhecer as novas culturas, tradições, danças e comidas dos países que participara. Senti uma verdadeira partilha entre todos e isso tornou tudo ainda mais especial. No final, levo comigo aprendizagens importantes, mais confiança em mim mesma e memórias que vou guardar com muito carinho. Foi uma experiência intensa, desafiante e muito enriquecedora, que espero um dia poder repetir. Gostaria mesmo muito de voltar a viver uma experiência assim e reencontrar todas estas pessoas. Sou extremamente grata por ter feito parte deste projeto e quero agradecer especialmente ao Nikolas por ter organizado esta oportunidade e à associação Nó Górdio, porque sem eles nada disto teria sido possível. Levo esta experiência comigo com o coração cheio e com muita vontade de repetir.

 

[Filipa Araújo]

Sinto-me extremamente feliz por ter conseguido a oportunidade de fazer parte deste incrível projeto. Conheci pessoas que pretendo levar para a vida, culturas diferentes e bastante interessantes. Também tive a oportunidade de conhecer uma parte da incrível cidade de Viena que vou continuar a recordar com carinho. Voltei a Portugal com o coração mais quente e memórias inesquecíveis. A nível de atividades, a maior parte foi, de facto, bastante enriquecedora e ajudou-me a ver o mundo de outras perspectivas. No dia livre, fomos a um museu muito interessante e aproveitamos bastante bem o dia depois disso fortalecendo laços com os outros. Todos os facilitadores desempenharam um papel fundamental para o bom funcionamento das atividades, não deixando ninguém de parte e garantindo sempre o trabalho em equipa entre todos. Eu ajudei a manter um ambiente alegre e agradável, dei-me a conhecer e toda a gente foi incrível e simpática. Tenho pena de não conseguirmos aproveitar mais o final do dia na sala comum, uma vez que tínhamos de evitar o barulho depois das 22h, mas tirando isso todos os momentos foram ótimos e muito agradáveis. Durante esta semana fui feliz e espero muito poder reencontrar quem ajudou a que isso fosse possível.

 

[Inês Morgado]

Considerando toda a experiência, na minha opinião foi um projeto incrível do qual me sinto muito grata de poder ter participado. As atividades foram todas muito dinâmicas e interessantes, senti sempre que retirei alguma importância de todas as atividades que fazíamos. O Bobby que nos acompanhava sempre nas atividades sempre moderou muito bem as atividades, fez com que toda a gente se sentisse incluída e prestou sempre muita atenção a verificar se estava tudo bem com todos. O grupo e as amizades que criamos entre todos foi muito muito bom, fiz amizades incríveis, amei conhecer as tradições, danças, comida das outras culturas, as noites culturais foram sempre espetaculares. O único problema foi mesmo não ser possível fazer qualquer tipo de barulho a nenhum momento do dia, havia sempre algum problema qualquer, e tendo em conta que estavamos num projeto que promove as artes nunca podermos tocar instrumentos, cantar ou dançar, não fazia muito sentido. Para além disso tivemos conhecimento que o Christian e a Stephanie foram um pouco cruéis com a equipa da Polónia, eles às vezes eram mais frios, mas nunca foram rudes connosco, mas houve ali uma situação um pouco chata na noite cultural da Polónia. Penso que me enturmei muito bem com todos, fiz amizade com todos os participantes, às vezes falava tanto em inglês que até me esqueci-a de falar português com os portugueses, ajudei sempre que conseguia os que tinham dificuldades a falar ou a inserir-se mais no grupo estando com eles. Foi um projeto muito bonito que espero ter a oportunidade de voltar a repetir a reencontrar-me com estas pessoas.

 

 [João Pires]

Este projeto representou para mim uma verdadeira mudança de paradigma e uma abertura de horizontes. Sempre fui alguém reservado, que preferia estar no seu canto, e esta experiência ajudou-me a expressar-me mais e melhor. Além disso, mostrou-me a importância da União Europeia a partir de uma perspetiva muito diferente da que tinha antes, dissipando completamente o meu receio de viver noutro país e transformando-o em entusiasmo. Em relação ao projeto em si, apreciei todas as atividades. Destaco especialmente a noite cultural portuguesa, que despertou em mim um forte orgulho nacional, e a atividade de criação de um país e a sua integração nas Nações Unidas, que incentivou a nossa imaginação e pensamento crítico. As interações com participantes de outros países foram particularmente enriquecedoras e acredito sinceramente que levo comigo amizades para a vida.  Quanto a aspetos a melhorar, o espaço em que ficámos poderia ser revisto. Não nos era permitido fazer barulho ou dançar depois das 22h, o que, num Erasmus cujo objetivo passa por combater a discriminação através da arte, acaba por limitar o nosso processo criativo quando não podemos dançar ou cantar livremente. Ainda assim, sinto-me muito grato por tudo o que vivi e aprendi ao longo desta experiência.

 

[Sofia Moreira]

 Se tivesse que resumir a minha experiência em uma palavra, seria transformação. Quando cheguei a Viena, estava nervosa e ansiosa ao mesmo tempo. Não conhecia ninguém e não sabia bem o que esperar. Mas rapidamente percebi que cada atividade, cada conversa e cada desafio me iam ensinar algo novo. Durante a semana, participei em jogos, trabalhos criativos, apresentações em grupo e noites interculturais que me fizeram sentir parte de algo maior. Descobri que consigo comunicar melhor do que imaginava, mesmo quando cometo erros, e aprendi a ouvir com atenção e a respeitar diferentes pontos de vista. O que mais me marcou foram as pessoas: fiz amizades inesperadas, aprendi sobre tradições, comidas e músicas de outros países, e senti que todos estávamos ali para apoiar uns aos outros. Houve momentos divertidos e momentos mais sérios, que me fizeram refletir sobre mim mesma e sobre o mundo à minha volta.  Saio desta experiência com mais confiança, novas competências e memórias que vou guardar para sempre. Sinto-me grata por ter feito parte deste projeto e espero ter a oportunidade de viver algo tão intenso e enriquecedor novamente.

 

[Vera Correia]

O intercâmbio juvenil ECAPT foi, de forma geral, um projeto bem estruturado e orientado por objetivos claros. Do ponto de vista da coordenação, a fase preparatória foi claramente organizada, com tarefas definidas para as equipas nacionais e canais de comunicação acessíveis. O planeamento antecipado de atividades criativas e baseadas em investigação contribuiu para que os participantes chegassem mais preparados e envolvidos. A comunicação entre as organizações parceiras foi consistente e cooperante, o que facilitou uma implementação fluida no local. A fase de implementação em Viena refletiu um forte alinhamento com os objetivos do projeto. A utilização de metodologias criativas — em particular oficinas baseadas em artes e teatro-fórum — revelou-se eficaz na abordagem de temas sensíveis como a discriminação, a intolerância e a inclusão social. A abordagem de educação não formal incentivou a participação ativa e o sentido de apropriação por parte dos jovens. Enquanto líder de grupo, observei um crescimento progressivo na confiança dos participantes, no seu pensamento crítico e na sua disponibilidade para o diálogo intercultural.

No que respeita aos resultados de aprendizagem, o projeto reforçou competências-chave, incluindo comunicação intercultural, trabalho em equipa, liderança e consciência cívica. Os participantes demonstraram uma maior sensibilidade em relação à interseccionalidade e uma compreensão mais profunda das diferentes formas de discriminação em vários contextos nacionais. A nível pessoal, esta experiência reforçou a minha capacidade de facilitar processos de grupo em ambientes multiculturais e de equilibrar apoio e autonomia entre jovens participantes.  Entre os aspetos positivos, destaco a diversidade do grupo, o ambiente de aprendizagem seguro e colaborativo, e a estrutura criativa do programa. Um desafio identificado foi a gestão do tempo em algumas sessões, sobretudo quando as discussões geravam um forte envolvimento emocional. Além disso, assegurar uma participação equilibrada de todos os participantes exige uma atenção contínua por parte da facilitação.

Para futuras edições, poderá ser benéfico prever mais tempo estruturado para reflexão e integrar mais momentos conduzidos pelos próprios participantes, de forma a reforçar ainda mais o protagonismo juvenil. No seu conjunto, o ECAPT conseguiu combinar expressão criativa com um envolvimento cívico significativo, contribuindo simultaneamente para o desenvolvimento pessoal dos jovens e para o reforço do sentimento de identidade europeia.